Cira, linda guerreira e bruxa, descende da antiga linhagem das sereias. Sobre o ombro esquerdo, carrega o feroz crânio de seu pai, Cobra Norato. No seu coração, traz o desejo de vingança contra o sertanista Domingos Jorge Velho, assassino de sua mãe. Na colorida paisagem de um surpreendente Brasil Colônia, Cira encontra criaturas fantásticas como os reis animais, o guardião dos pés virados, os mboitatás e a irmã de seu pai, a terrível Maria Caninana. Mas a maior batalha de Cira terá como cenário o grande Quilombo dos Palmares, quando enfrentará, finalmente, o seu grande inimigo: o Velho. Cira e o Velho, inspirado no Brasil do século XVII, é uma aventura cheia de ação, humor e surpresas, que mostra a história e o folclore brasileiros como você nunca viu!

Quando publiquei o livro em 2010, escolhi entre várias editoras que prestavam serviço de publicação independente (você paga para publicar). A melhor oferta que recebi foi da Giz. Cheguei a receber propostas de outras, mas eu já não era tão ingênuo ou inexperiente para cair na armadilha de editoras que prometiam sonhos e cobravam mais de 20 mil reais.

Claro que acabei aceitando diretrizes e opiniões do editor da época. Mas me arrependi da maioria. Outras decisões foram tomadas durante os anos seguintes. Sempre respondendo a "tendências".

A própria capa (aquela escura) era uma resposta a uma "demanda de mercado".

Tolices que sempre me incomodaram.

Dez anos se passaram e a segunda edição de Cira saiu pela Sisko.

Hoje, o livro é tudo que eu queria dele lá no começo. E mais. Porque é claro que a experiência acrescentou detalhes que eu não tinha pensado, mas, no geral, Cira e o Velho tornou-se mais livre e mais livro. Em todos os sentidos. Tenho muito mais orgulho dele hoje.

Hoje, Cira e o Velho também faz parte dessa minha nova liberdade. De meu reencontro com minha arte.