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  • walter tierno

Aventura colorida

Mais um dia de #tbt e o Face me lembra outra vez desta ocasião.


Foto feita para uma matéria na Veja SP sobre livros de colorir. Eu e Catarina Lopes em meu antigo estúdio, no apartamento do Tatuapé.

O apartamento, hoje, já pertence a outra pessoa. Minha vida, muito diferente. Meu atual estúdio, também.


Esse ano, 2015, faz parte de minha história e o carrego com o mesmo carinho com que guardo o orgulho de ter participado deste projeto.

Foram mais de 80 mil livros vendidos.

Publicar livros de colorir não foi só um movimento para aproveitar o momento e fazer grana. Bom... isso, principalmente... mas acabou sendo também — e surpreendentemente — enfrentamento e resistência.

Quem diria que um simples ato, um hobbie inofensivo de colorir páginas previamente desenhadas e que virou moda, incomodaria tanta gente que se dizia intelectualizada?

Foi um chorume de preconceitos. Ironicamente, o editor de Olavo de Carvalho, que trabalhava para a mesma editora pela qual publiquei os livros de colorir (e Como tatuagem, meu terceiro livro) foi um desses críticos. Talvez o mais contundente.

E sabemos o resultado de seguir passos e conselhos de Olavo...

(Nem vou entrar na discussão sobre os aumentos abusivos de preços de lápis de cor e canetinhas, para não cutucar os "economistas" de plantão e suas visões simplificadas e neo liberais da lei de oferta e procura. Deixemos isso pra lá.)

Deixando essa negatividade de lado (mas sem esquecer, jamais) republico a foto de nossa parceria, Catarina. Um trabalho de uma semana que ainda rende frutos! Foi louco e divertido.

Um dia, tenho esperança, nossas preocupações voltarão a ser simples escolhas de que cores usar em desenhos que alguém fez para desafiar nossa criatividade e acalentar nossa ansiedade.

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