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  • walter tierno

Finalista no Jabuti

Chega a ser tragicômico quando se recebe uma notícia maravilhosa num momento em que a etiqueta social não te permite pular, dançar, gritar, nada de soquinho no ar ou interjeição exagerada. Nada de agradecer ao Universo, Deus, Acaso, Sorte ou qualquer divindade. Não de forma explícita.

Quando soube que Anjo na gaiola, meu quarto livro, foi escolhido como um dos finalistas do Prêmio Jabuti 2021 (na categoria Juvenil), queria ter me expressado de alguma dessas formas. Mas estava na fila de um banco e tudo que pude fazer foi mandar mensagens às pessoas amadas. A primeira foi a Rita, claro, a maior apoiadora do livro, da minha carreira, da minha vida, enfim.

Na fila do banco, enquanto esperava o digitar monótono da moça do caixa, segurei as lágrimas, agradeci e vibrei. Tudo em silêncio.

Essa posição entre os dez finalistas do prêmio é algo com que sonhei. Um reconhecimento do que Rita sempre me disse, que essa história — a do Anjo que cai no quintal da menina e vai parar em sua gaiola — precisava ser contada, que sua relevância, especialmente nos dias de hoje, é grande.

Meu muito obrigado a todos que acompanham minha carreira e acreditam em meu trabalho. Minha gratidão aos que julgaram o livro merecedor do reconhecimento que acaba de receber. Meu amor à Rita, que me ensinou a importância do salto de fé.

Claro que torço para que Anjo ganhe, como não? Digo sempre ao Universo que estou pronto para tudo de bom que ele queira me mandar. Mas já sou imensamente agradecido pelo que conquistamos até aqui.




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