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  • walter tierno

Minha vida no teatro – 5

Sobras e As aventuras de Thoim Eu e a amiga Dulcinea Rebello, que já mencionei na postagem sobre os anos Catarse, tivemos duas aventuras paralelas dignas de registro próprio. Nas duas, agi como roteirista e co-produtor. Na primeira, escrevi uma peça chamada “Sobras”. O texto falava sobre uma prostituta, amante de um poeta guerrilheiro que esperava o término da ditadura para se vingar de um general que a torturara. Chegamos a montar elenco, mas não conseguimos aprovar a montagem na Lei Rouanet. Desistimos. O que, pensando bem, foi para melhor. O texto tinha problemas que não vêm ao caso. Devidamente sanados e com um ajuste na história, adaptei o texto e ele se tornou o conto “A Dama e O Poeta”, um spin off de Cira e que foi meu único trabalho exportado (até agora) e está presenta na nova edição de Cira e o Velho. Uma curiosidade: para o papel da protagonista, tínhamos fechado com a atriz Zaira Bueno, musa das pornochanchadas nos anos 70/80. Conheci pessoalmente. Linda. A segunda peça chegou a entrar em cartaz. Escrevi em parceria com Luciano de Abreu. Também fizemos parte do cenário e adereços. Chamava-se “As aventuras de Thoim” e era uma peça infantil musical sobre um Jack in the box que ganhava vida e cantava sobre ecologia e saúde. Essa deu muita dor de cabeça. Para começar, o diretor que contratamos era uma fraude. Faltava menos de dois meses para estreia e, quando fomos assistir ao que ele tinha… nada mais do que algumas ideias, uns exercícios de laboratório e uma batida para uma música. E já tinham quebrado um dos bonecos. Resultado: mandamos o cara embora (ele diria que se demitiu). Conseguimos ajuda da diretora do Catarse, a Cidinha Peppe, para terminar as músicas e a montagem e estreiamos. Foi bem bacana, no final das contas, mas o clima quase desmoronado não nos inspirou a continuar com o projeto depois da primeira temporada. Acho que duas das atrizes ainda tentaram levar adiante, mas eu não quis nem saber. Depois disso, dei aulas, como já disse, na escola do Catarse. Quando me afastei novamente, foi o final de minha vida no teatro. Por enquanto….

O cartaz, obra minha.


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