top of page
Buscar
  • Foto do escritorwalter tierno

Pestes

Não me diga que este país não está doente.

Em 2016, um deputado homenageou um torturador em plena câmara. Não um torturador qualquer, mas o mesmo que havia violentado a mulher contra a qual aquele deputado votava.

Ele não foi cassado. Não foi punido. Quiçá, foi ovacionado. Dois anos depois, votaram nele para a presidência.

E até pessoas que me eram próximas olharam-me com desprezo e raiva quando tentei lembrá-las do absurdo de se apoiar um sujeito desse caráter. Pessoas sensíveis, acredite.

Ouvi gente inteligente, estudada, repetir os argumentos que esse cara usava, frases ignóbeis, sem sentido, sem humanidade, como se não fosse uma vergonha imensa dizer aquilo.

Hoje mesmo, depois de toda negação, todo roubo e inação que provocou a morte de mais de 450 mil, ainda o defendem. Ainda repetem suas palavras.

São tantas mãos sujas de sangue.

Tantas camisas amarelas e bandeiras coaguladas, podres.

Tanta destruição e tanta morte. Porque esse é o legado de um genocida. Genocida, sim. Que outro nome ele poderia ter? Negação é cumplicidade.

E essa cumplicidade é sintoma de uma doença profunda, que toca a alma.



3 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

A banalização da tortura psicológica

Não preciso nem pesquisar. Tenho certeza de que o tal sincerão a que testemunhei no episódio do Big Brother Brasil do dia 19 de fevereiro deste ano foi retirado de algum manual de tortura psicológica

Pen-drive

Só para ajustar expectativas: espero que ninguém esteja acreditando que dizer aos golpistas que a desculpa de pen-drive do deputado no Catar é furada, porque ele poderia mandar e-mail, colocar na nuve

51 milhões que precisam ouvir

O atual (des)presidente recebeu pouco mais de 51 milhões de votos. E, por isso, venho registrar aqui um desabafo. (Se tiver paciência e/ou curiosidade, siga em frente). Sou uma pessoa bastante empátic

Comments


bottom of page