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  • walter tierno

Pestes

Não me diga que este país não está doente.

Em 2016, um deputado homenageou um torturador em plena câmara. Não um torturador qualquer, mas o mesmo que havia violentado a mulher contra a qual aquele deputado votava.

Ele não foi cassado. Não foi punido. Quiçá, foi ovacionado. Dois anos depois, votaram nele para a presidência.

E até pessoas que me eram próximas olharam-me com desprezo e raiva quando tentei lembrá-las do absurdo de se apoiar um sujeito desse caráter. Pessoas sensíveis, acredite.

Ouvi gente inteligente, estudada, repetir os argumentos que esse cara usava, frases ignóbeis, sem sentido, sem humanidade, como se não fosse uma vergonha imensa dizer aquilo.

Hoje mesmo, depois de toda negação, todo roubo e inação que provocou a morte de mais de 450 mil, ainda o defendem. Ainda repetem suas palavras.

São tantas mãos sujas de sangue.

Tantas camisas amarelas e bandeiras coaguladas, podres.

Tanta destruição e tanta morte. Porque esse é o legado de um genocida. Genocida, sim. Que outro nome ele poderia ter? Negação é cumplicidade.

E essa cumplicidade é sintoma de uma doença profunda, que toca a alma.



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