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  • walter tierno

Respeite a dor de um pai

Enquanto passeava pela praia, para aliviar um pouquinho o peso do luto, o taxista Marcio Antonio, de 55 anos, flagrou um pequeno grupo de bolsonaristas derrubando as cruzes que haviam sido fincadas na areia para homenagear as vítimas da pandemia. Entre essas vítimas, o filho de Marcio, que tinha 25 anos. Revoltado, o taxista recolocou as cruzes enquanto gritava que a doença é real e pediu que sua dor fosse respeitada. Os bolsonaristas responderam toda sorte das idiotices que sempre pregam. Todas elas, repetições das insanidades que o presidente, parece, foi eleito para vociferar. A imagem me comoveu e revoltou. Tento dar atenção apenas à empatia que me faz solidarizar com a dor do pai. Mas é tão difícil não vibrar de ódio pelos monstros fascistas que saíram de seus boeiros quando seu líder foi eleito e que estão demorando tanto a voltar a seus buracos.

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